Artigo: O bom filho a casa torna!

Por: Prof. Veranilson Pereira

O bom filho a casa torna é um ditado popular muito usual entre as pessoas, sendo utilizado para expressar a ação de voltar a fazer algo que já era costumeiro, ou visitar e estar num lugar já habitual. Nesse sentido, estou me utilizando do velho ditado popular para expor alguns acontecimentos referentes aos últimos dias e às últimas movimentações partidárias feitas em uma distante cidade do Seridó, tão longe que parece se aproximar de um pedacinho do céu.

Nas últimas semanas, algumas ações evidenciaram que o governante dessa distinta cidade do Seridó resolveu se articular politicamente com seu grande criador, novamente. Mais parece uma história de um anjo expulso do céu que se redimiu e voltou para seu antigo lar. Todavia, diante das articulações políticas, fica evidente que o novo era, mais uma vez, o velho e que foi o povo quem acabou levando a verdadeira lapadinha, já que, descuidadamente, na busca incessante de fugir da antiga polarização política existente nessa distinta cidade, caiu no velho conto do vigário.

Apesar de fazer uma campanha pautada no discurso da novidade e da integridade, afirmando categoricamente em seus discursos que, na prefeitura, dinheiro tinha e que gestão eficiente era o que faltava, o distinto governante se viu obrigado a tirar o seu véu e mostrar quem realmente sempre foi. Logo, voltou aos braços do criador e não pensem que ele morreu.  Apenas resolveu servir ao seu verdadeiro Deus Criador.

 Não pretendo aqui criticar essa atitude, já que quem não tem convicções políticas, tem um preço. Além disso, obviamente, todos têm direito de ir para qualquer agremiação partidária. Consequentemente, trocar de partido com frequência é natural, principalmente por parte daqueles que fazem política baseada em interesses pessoais e financeiros. Logo, a conjuntura atual, no pedacinho do céu, está montada, afinal é preciso financiar uma nova campanha que se avizinha, e, obviamente, buscar quem possa po$$ibillitá–la é providencial para aqueles que não têm o menor zelo pelo erário público. Assim, nada mais fácil ao governante em questão que voltar ao pai abastado.

Sob essa ótica, é provável que os próximos recursos que a velha prefeitura irá receber já estejam sendo negociados, carros de som, santinhos, fogos de artifício, propagandas que serão feitas, votos que serão comprados. E quem vai pagar por tudo isso? Todos nós, principalmente quando começarem a faltar médicos nos hospitais, quando os aparelhos hospitalares estiverem quebrados, quando as escolas estiverem caindo aos pedaços, quando transitarmos pelas ruas esburacadas, quando os salários dos funcionários municipais estiverem atrasados, quando não existirem remédios nos postos de saúde, quando observarmos as licitações fraudulentas.

 Nessa perspectiva, o filho voltar à casa de seu criador já era previsível. Agora, resta-nos saber se o povo vai se deixar enganar novamente. Será que teremos o destino da cidade nas mãos de sempre? Será que temos ALTERNATIVA de verdade? Quem seria o NOVO? Enfim, quem poderá nos defender?

Pobre Cazaquistão, tão longe do céu e tão enterrado feito batata!

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