Artigo: Onde faltam políticos, sobram problemas!

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Por:  Prof. Veranilson Pereira

Vivemos um processo de criminalização muito forte da política e do seu principal agente definidor, que é o político. Nas rodas de conversas, entre amigos e parentes, invariavelmente, o assunto política vem à tona e estimula os debates mais acalorados.

Discutimos, criticamos, defendemos e acusamos, mas, apesar de fazer parte do nosso cotidiano, não paramos para entender o quanto ela nos faz falta. Muitas vezes, no afã de encontrar um culpado para as nossas mazelas, direcionamos nossa indignação a um político, como se tudo fosse culpa de um elemento solitário e, como tal, só outro elemento desses poderá encontrar uma saída para o lameiro no qual nos atolamos.

Não é raro aparecerem os famosos gestores, que se auto intitulam assim, para fugir do desgastado estereótipo do político: oportunistas e apropriadores do erário público. Porém, uma pergunta precisa ser feita: se os problemas estão nos políticos, quem os colocou lá?

No fundo, o problema é nosso e precisamos encarar a política como uma ação conjunta, em que não há apenas um responsável, mas um conjunto de responsáveis.

Até que ponto o prefeito, o governador e o presidente são culpados por todas as mazelas que nos afligem? Até que ponto subestimamos o poder de transformação que existe em um legislativo? Até que ponto um prefeito rouba sozinho? Até que ponto um vereador, que deveria fiscalizar o executivo, não prevaricou da função em troca de empregos dentro da prefeitura para parentes e correligionários?

Se formos levantar questionamentos, seguramente, chegaremos a um infinito de interrogações. Mas uma pergunta não poderá ser esquecida: Em quem você votou para o legislativo?

São eles que propõem, aprovam, reprovam e fiscalizam, ou pelo menos deveriam ser. Todavia, infelizmente, atualmente, não se faz mais isso. Parte do legislativo tornou-se um balcão de negócios, em que cada um tem um preço, uns mais caros, outros nem tanto.

Quanta falta nos faz aquela política feita por ideologia, cujo político lutava por uma causa e não por sua causa! Enquanto não abrirmos os olhos e as mentes, continuaremos a eleger nossos algozes e não veremos, nem tão cedo, nossos principais problemas, enquanto sociedade, serem resolvidos. Muito pelo contrário, continuarão e se aprofundarão, jogando o cidadão na vala do esquecimento, sendo lembrado apenas a cada quatro anos.

Logo, sua cidade está esburacada? As escolas estão caindo aos pedaços? Não há médicos nos hospitais? Faltam medicamentos nos postos de saúde? Todos esses problemas começaram no momento em que por ação ou omissão negligenciamos nosso voto.

Portanto, faça a seguinte reflexão: Em qual vereador eu votei?

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