Alexandre Motta sugere revogação de emenda que instituiu teto de gastos no País

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O candidato ao Senado pelo PT, Alexandre Motta, disse que vai propor – se for eleito – a revogação da Emenda Constitucional n° 95, que instituiu um teto para os gastos públicos da União pelos próximos vinte anos. De acordo com ele, a medida, promulgada pelo Congresso Nacional no final de 2016, “inviabiliza a ação do Estado” e investimentos em áreas como saúde, segurança e desenvolvimento.

“A Emenda 95 congela os gastos públicos durante os próximos vinte anos. Isso inviabiliza a ação do Estado. Vou propor a revogação da emenda, para o País voltar a crescer. Não se pode voltar a crescer sem a ação do Estado”, afirmou o petista, em entrevista à 94 FM na última quarta-feira, 8.

Ao propor a revogação da medida que restringe investimento público, Alexandre Motta questionou outros gastos do governo federal durante a gestão do presidente Michel Temer (MDB).

“O Brasil está metido num imbróglio que é fundamentado em uma narrativa construída que diz que o País estava quebrado [antes de Michel Temer assumir]. Se estava, por que deu aumento de 71% aos juízes, abriu mão de R$ 1 trilhão em impostos para operadoras do pré-sal e bancos tiveram suas multas abolidas? Isso é questão de projeto”, criticou.

O candidato do PT, que era cotado para disputar a Câmara Federal, justificou sua escolha pelo Senado afirmando que há um “vácuo” de representatividade para esse cargo. “E precisávamos de um nome para falar para além do movimento interno [do PT]. Por isso, algumas pessoas consideraram que meu nome seria mais adequado”, registrou Alexandre, que é médico.

O petista assinala também que as pesquisas favorecem a sugestão de nomes novos na política. “Mesmo depois de vários anos de mandato, Garibaldi [Alves Filho, do MDB] tem 16% na última pesquisa que eu vi. É muito pouco para quem está na política há muito tempo. Existe um vácuo e temos um ponto de vista contrário”, finalizou.

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