Zenaide entrega comenda a instituição potiguar no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Indicada pela senadora Zenaide Maia (Pros-RN), a Sociedade Professor Heitor Carrilho, de Natal, no Rio Grande do Norte, foi agraciada com a Comenda Dorina Nowill, premiação anual do Senado a instituições e personalidades que se destacam por seu trabalho junto às pessoas com necessidades especiais. Filho de um dos fundadores e atual membro da diretoria da Clínica, Cláudio Fernandes Lopes, recebeu a Comenda das mãos de Zenaide.

Em sua fala, a parlamentar frisou que é dever do Estado garantir uma sociedade inclusiva. “Deficiente é a sociedade que não inclui as suas pessoas com deficiência”, definiu a senadora. A entrega do prêmio aconteceu em solenidade no plenário do Senado Federal, em Brasília, nesta terça (03), Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

A Sociedade Professor Heitor Carrilho foi fundada em 1955 por um grupo liderado pelo médico psiquiatra, Severino Lopes, para atuar de forma pioneira na reabilitação, educação e inclusão de pessoas com distúrbios psiquiátricos. Desde então, o trabalho ampliou-se para o acolhimento também de pessoas com deficiências e com dificuldades de aprendizagem.

Em Natal, a Sociedade mantém o Centro Especializado em Reabilitação, CER, que atende 480 pessoas com deficiência física ou intelectual em serviços de fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, psiquiatria, ortopedia e neurologia; 380 pessoas com deficiências em apoio escolar e oficinas terapêuticas (dança, esporte, teatro e artes manuais e profissionalizantes); além de 80 crianças da educação infantil.

A senadora Zenaide, que integra o Conselho da premiação, também fez a entrega da Comenda Dorina Nowill ao professor e desembargador do trabalho, Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, que atua no Paraná em prol da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho; e à médica fisiatra, Izabel Maior, internacionalmente reconhecida pela defesa e promoção dos direitos das pessoas com necessidades especiais.

Também foram agraciados com a Comenda Dorina Nowill, o doutor em Ciências da Educação Física, Ulisses de Araújo, que atua na inclusão de deficientes auditivos no Distrito Federal; a professora Rosalina Lopes Franciscão, fundadora do Instituto de Educação dos Surdos de Londrina (PR); o cientista político e secretário da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro, Marcos Antônio Teixeira; a fisioterapeuta, Sônia Regina Diamante, do Instituto de Reabilitação Integrada de Campo Grande (MS); a Associação Brasileira Beneficente; o Instituto dos Cegos de Campina Grande (PB); e o Hospital Santa Marcelina (RO).

A entrega da Comenda Dorina Nowill abriu a programação da Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência no Senado Federal, que vai até sexta-feira, 06/12. À frente da sessão de entrega do prêmio, esteve a presidente do Conselho da Comanda, senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que lembrou que 2019 é o ano do centenário de Dorina.

Quem foi Dorina de Gouvêa Nowill

Dorina de Gouvêa Nowill, nasceu em 29 de maio de 1919, em São Paulo. A perda da visão aconteceu aos 17 anos de idade, em decorrência de uma doença não-diagnosticada. Educadora de formação, Dorina passou a atuar em prol das pessoas com deficiência visual, com atuação destacada nacional e internacionalmente, tendo sido presidente do “Conselho Mundial para o Bem-estar dos Cegos”, hoje, União Mundial dos Cegos; e tendo criado, em 1946, a Fundação Para o Livro do Cego no Brasil, que deu impulso para a luta em prol da confecção e disponibilização de obras em braile.

Hoje, a Fundação Dorina Nowill dá continuidade ao trabalho iniciado por ela, que morreu aos 91 anos, em 2010.

A Comenda Dorina Nowill foi criada em 2013 pelo Senado Federal e todos os anos premia personalidades ou instituições que tenham contribuições relevantes na defesa das pessoas com deficiência no Brasil.

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