Bolsonaro busca apoio na “velha política” para formar base no Congresso

0
72

Depois de tentar sem sucesso construir uma base com bancadas temáticas, como a ruralista, a evangélica e a da segurança pública, o presidente Jair Bolsonaro vai recorrer aos partidos políticos para tentar garantir os votos necessários para aprovação da reforma da Previdência e outros projetos de interesse do governo. Bolsonaro recebeu nesta quinta-feira (4), lideranças de partidos aos quais tem imputado o rótulo de “velha política”, prática marcada, segundo ele, pelo fisiologismo, a tradicional troca de apoio por cargos e verbas.

Após ser cobrado publicamente pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que comandasse a articulação política em favor da reforma, Bolsonaro recebeu ontem presidentes de seis partidos. Pela ordem: Marcos Pereira (PRB), Gilberto Kassab (PSD), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Nogueira (PP) ACM Neto (DEM) e Romero Jucá (MDB). Outras cinco legendas serão abordadas na próxima semana: PSL, PR, Podemos, Solidariedade e Pros.

As dificuldades do governo ficaram escancaradas nesta quarta-feira, 03, na audiência publica do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Dos 25 deputados que falaram, 16 eram da oposição. O ministro ficou exposto às provocações da oposição e acabou se irritando ao fim da reunião, encerrada após bate-boca entre ele e o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), que o chamou de “tchutchuca” e “tigrão”.

Como adiantou o vice-presidente Hamilton Mourão, Bolsonaro deve ceder a pedidos de cargos para tentar reforçar sua base aliada, hoje restrita ao seu próprio partido, o PSL, com 54 deputados. Para aprovar a reforma são necessários pelo menos 308 votos. “É óbvio que eles vão ter algum tipo de participação, seja em cargos nos estados, algum ministério. Isso é decisão do presidente”, afirmou.

Veja mais AQUI.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here