Vice de Fátima diz que políticos do RN são “medíocres” e não brigam pelo Estado

Candidato a vice-governador na chapa de Fátima Bezerra (PT), o procurador do Estado Antenor Roberto (PCdoB) criticou a atuação política de adversários que, na opinião dele, deveriam se unir em prol de interesses do Rio Grande do Norte junto ao governo federal em vez de trocar acusações.

“A classe política do Rio Grande do Norte é medíocre, porque, diferente das outras – que se unem pelos interesses comuns –, vivem disso, acusando um ao outro. Ou a gente supera isso ou o Rio Grande do Norte nunca chegará à mesma escala dos estados vizinhos”, afirmou ele na última terça-feira, 25, durante debate com os candidatos a vice-governador em Mossoró.

A crítica de Antenor foi direcionada aos adversários Kadu Ciarlini e Tião Couto, candidatos nas chapas de Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD). Os dois disputam, segundo as pesquisas de intenção de voto, uma vaga no segundo turno contra Fátima Bezerra. Por causa disso, as duas campanhas têm subido o tom das críticas uma contra a outra durante o período eleitoral.

Na opinião do vice de Fátima, a “mediocridade” dos políticos potiguares tem prejudicado o desenvolvimento de dois setores econômicos do Estado: a indústria salineira e a extração de petróleo, que são fortes na região de Mossoró. Para Antenor, a crise nos dois setores é responsabilidade “dos dois palanques adversários”.

No caso da extração de petróleo, o candidato a vice-governador argumenta que o Rio Grande do Norte perdeu investimentos porque a Petrobras mudou sua política de atuação após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016.

“A queda na arrecadação daquele ano foi de quase 5%, exatamente no momento do golpe político, que contaminou a economia. A Petrobras se voltou para o pré-sal e abandonou a atividade extrativa que acontece na nossa bacia. O problema que os governos vizinhos tiveram mais altivez, diferente dos nossos, que sempre foram subservientes e nunca disputaram o que os outros estados disputam”, criticou.

“Os outros estados também sofreram a crise, com a quebra da cadeia produtiva da Petrobras, mas foi em menor escala do que nós. Na questão do sal, por exemplo, é um absurdo que o Porto-Ilha tenha tido duas paralisações. O governador precisa disputar isso. São lutas que exigem um governo com as características da senadora Fátima Bezerra”, finalizou Antenor.

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