Artesanato gera renda para cerca de 9 mil artesãos cadastrados no Proarte

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No Rio Grande do Norte, os artesãos potiguares são beneficiados pelas ações do Programa de Artesanato do RN (Proarte-RN), vinculado à Secretaria do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas-RN), e instituído oficialmente pela lei complementar nº 599, conhecida como Lei do Artesão. Essa lei também garantiu a valorização do nosso artesanato, por meio da obrigatoriedade de percentuais especificados para a exposição de produtos artesanais oriundos de artesãos, em espaço de comercialização do Governo do RN. Além disso, foi criado o Fundo Estadual do Artesanato, que financiará políticas públicas voltadas para esses profissionais.

“O Artesanato é uma grande alternativa para geração de renda, por isso temos que resgatá-lo e provar que ele pode ser visto com mais importância, mais influência, mais representação. O artesão tece a vida, tece a memória, revela sua comunidade, seu povo, sua arte. Temos que trabalhar, junto com o Turismo, para que nosso artesanato tenha a marca do Rio Grande do Norte”, ressalta a subcoordenadora de Artesanato, Graça Leal.

Hoje, estão cadastrados no Proarte-RN, cerca de 9 mil artesãos, contudo, o número de artesãos é bem maior, visto que a muitos ainda não estão cadastrados no sistema. A estimativa do Proarte-RN é que existam cerca de 20 mil pessoas que trabalham com artesanato.

É o caso da artesã Jacira da Cruz, de Galinhos, que começou a trabalhar com artesanato há pouco tempo, pois precisava complementar sua renda. Hoje ela trabalha com muita dedicação, pois para ela o artesanato é como se fosse um filho.

“Não vivo só de artesanato, mas ele surgiu em um momento de necessidade e hoje estou apaixonada por ele. É um trabalho lindo que impregna em você, na sua alma e é como se fosse um filho, pois cada peça é uma criação única e só sua. Eu amo fazer artesanato”, conta Jacira.

O cooperativismo é uma maneira importante encontrada pelos artesãos para garantir que seus trabalhos sejam vendidos em várias partes do estado e até para fora do País. A artesã Alice Correia faz parte da Associação de Artesãos de Parnamirim e encontrou no grupo uma forma para divulgar seu trabalho.

“Por meio da associação meu trabalho é conhecido, eu já vendi para vários estados e até para fora do Brasil. Hoje estou montado 10 espelhos que foram encomendados por um espanhol que comprou meu produto há um tempo atrás. Agora ele vai voltar ao Brasil e quer levar os espelhos para presentear a família. Quando você tem seu trabalho valorizado, você fica com mais vontade para trabalhar. ”, conta Alice, que trabalha com material reciclado.

O artesão Romário dos Santos, de São Gonçalo do Amarante, trabalha com cerâmica em uma cooperativa com cerca de sete pessoas. Ele conta que juntos, chegam a produzir 200 peças, a maioria para encomendas.

“O nosso trabalho é feito sob encomenda, a produção varia muito durante o ano. Por dia, fabricamos cerca de 200 peças. É um trabalho que eu tenho muito prazer em fazer. Nosso trabalho já foi exposto em diversas feiras do Brasil e isso é muito gratificante. Sem falar que várias encomendas vêm de outras partes do País. ”, explica o artesão.

O artesanato feito com fibras, como a palha de carnaúba e a fibra da palha de coqueiros são característicos do nosso estado. São peças como cestos, bolsas, suplar, conjuntos americanos e objetos decorativos. A Associação das Artesãs de Massaranduba (Artmar), de São Gonçalo do Amarante, trabalha com cerca de 10 mulheres que produzem peças apenas da fibra da palha de carnaúba, que abastece o quiosque da associação no Aeroporto Internacional de Natal. A artesã aposentada, Miriam Farias Dutras, é uma das associadas da Artmar e conta um pouco sobre a produção do artesanato feito com a palha da carnaúba.

“Eu faço artesanato há muito tempo e gosto bastante de trabalhar com a carnaúba. Estou fazendo uma bolsa bem complicada, mas está ficando linda. Eu gosto muito de fazer artesanato, pois me distrai, é como uma terapia. Eu aprendi com minha vizinha. Na época, ela fazia bolsas de feira. Minha primeira peça foi uma bolsa. Hoje, faço conjuntos, pratos, muitas bolsas. Se for uma coisa mais difícil, eu passo uns dois dias. Se for mais fácil, levo um dia.”, disse.

O Artesanato é hoje uma grande saída para economia e para geração de renda, pois ele permita que qualquer pessoa com interesse possa aprender essa profissão que exige apenas a criatividade, dedicação e amor.

 

Proarte-RN

O Programa do Artesanato do Estado do Rio Grande do Norte (Proarte-RN) tem a finalidade fortalecer e fomentar o desenvolvimento do artesanato potiguar, de forma integrada com o turismo e a cultura, visando a melhoria das condições de vida dos artesãos e preservando os aspectos culturais e ambientais do Estado.

O programa também atua na valorização, divulgação e comercialização dos trabalhos realizados por artesãos independentes, associações, cooperativas e grupos de produções dos 167 municípios do Rio Grande do Norte.

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