O jeito Raimundo de ser, do Secretário-chefe do Gabinete Civil do governo Fátima Bezerra

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Raimundo Alves, o todo-poderoso, não era a escolha preferencial da Governadora Fátima Bezerra para o cargo de Secretario-chefe do Gabinete Civil. Ela sabia que o perfil do colaborador não era apropriado para o cargo.

Mas Adriano Gadelha, o sombra, não aceitou o encargo e não restou à Governadora outra alternativa. Empossado no cargo, o Secretário fechou as persianas da sua sala, para que as pessoas não identificassem sua presença no prédio, e proibiu o acesso de servidores ao seu Gabinete, de fornecedores e do público em geral. 

Raimundo não recebe, fala ou despacha com ninguém. Resta aos interessados procurar a Governadora mais acessível que o Secretário-chefe.

Não bastasse esse isolamento, Raimundo não está conseguindo dar cumprimento aos acordos políticos de Fátima com os deputados e lideranças. E os espaços políticos prometidos durante a campanha, não estão sendo assegurados. Os deputados reclamando e Raimundo a zombar, dois são seus alvos preferidos.

Ele diz no gabinete que Nelter Queiroz vai comer na sua mão, tal afirmação parece estranha, mas Raimundo cai na risada ao se referir ao deputado.

Outro deputado alvo de gozação palaciana é Raimundo Fernandes, que o todo-poderoso secretário chama de pidão.

É certo que o enfrentamento de secretário com deputado é uma luta desigual, mas Raimundo não tem medo.

Se ele escanteou o sombra Adriano Gadelha, se atropelou o derrotadíssimo Fernando Mineiro, Raimundo acha que pode peitar a Assembleia Legislativa. Ele tem a força!

Fonte: Gustavo Negreiros.

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