RN compartilha resultados e inovações de investimentos em inclusão produtiva

Os resultados dos investimentos do Governo do Rio Grande do Norte no fortalecimento da pecuária leiteira, em agricultura familiar e no combate à desertificação serão apresentados a gestores de outros estados, nesta terça-feira (10), em evento sobre inclusão produtiva promovido pelo Banco Mundial em seu escritório de Brasília. O objetivo do encontro é avaliar e difundir as experiências dos estados em que há projetos financiados pelo banco – RN, Tocantins, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco –, além de ações do Governo Federal. “É um espaço importante, em que cada estado vai apresentar os seus projetos, estabelecendo um intercâmbio de experiências para que os bons resultados e as inovações em tecnologia social possam ser compartilhados”, explicou Ana Guedes, gerente executiva do Projeto Integrado de Desenvolvimento Sustentável do RN – o Governo Cidadão – realizado com recursos do empréstimo do Banco Mundial.

Os projetos potiguares serão apresentados pelo secretário de Gestão de Projetos e Metas e coordenador do Governo Cidadão, Fernando Mineiro, pela gerente Ana Guedes e pela coordenadora do Núcleo de Monitoramento e Avaliação, Daniela Cavalcante; o secretário do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar, Alexandre Lima, e o diretor geral do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), César Oliveira. O grupo falará sobre os projetos de reestruturação e modernização de queijeiras, de agricultura irrigada e o Piloto de Combate à Desertificação no Seridó Potiguar.

O Piloto foi premiado nacionalmente em setembro pela Fundação Getúlio Vargas no âmbito do programa Bota na Mesa, que busca incluir a agricultura familiar na cadeia de alimentos em grandes centros urbanos, considerando o comércio justo, a conservação ambiental e a segurança alimentar e nutricional. O projeto beneficia 203 agricultores familiares de nove associações comunitárias nos municípios de Parelhas, Equador e Carnaúba dos Dantas. Com investimentos de R$ 2,4 milhões (incluindo a contrapartida das associações), utiliza tecnologias e aprendizagens de convivência sustentável com o solo desertificado e a escassez de chuvas, com o objetivo de proporcionar segurança alimentar e hídrica, preservando e/ou recuperando o ecossistema da caatinga, degradado pelo mau uso e pela falta de políticas continuadas de conservação. O projeto combina biodigestores, barragens subterrâneas, reuso de águas servidas, plantio de cactáceas, sistema agroflorestal com poço de abastecimento, quintais produtivos e técnicas de contenção de solo.

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