O relatório mundial sobre índices de qualidade de vida divulgado hoje coloca o Brasil na posição de 8º pior país em desigualdade de renda, atrás apenas de nações africanas. O resultado é retrato do contraste entre bolsões de pobreza e riqueza no país.
Em Alagoas, estado com a segunda menor renda por habitante do país (atrás só do Maranhão), a marisqueira Jaqueline Araújo, 38, mora na favela Sururu de Capote, na orla lagunar de Maceió, e vive com R$ 180 por mês que recebe do Bolsa Família.
“Desde setembro meu auxílio emergencial foi cortado e voltei para o Bolsa [Família]. Foi uma queda muito grande”, disse. “Mas com o auxílio consegui comprar uma boa feira, além de comprar umas coisas para minha neta e um fogão de segunda mão.”


