Em ofício enviado à empresa, a procuradoria diz que o recurso pode “representar um retrocesso ligado à desinformação”, diante das eleições.
O MPF em São Paulo enviou ao WhatsApp um ofício questionando sobre a possibilidade de adiar para 2023 a estreia das “comunidades” no Brasil. O novo recurso permite a criação de grupos com milhares de membros. Hoje, o limite é 256.
Segundo o documento obtido pela Folha, a ferramenta pode “representar um real retrocesso do movimento de contenção de comportamentos abusivos potencialmente ligados à desinformação”.
O WhatsApp acaba de lançar uma versão experimental do recurso.
A empresa se comprometeu com o TSE a não estrear as “comunidades” no Brasil antes do eventual segundo turno da eleição presidencial, marcado para 30 de outubro. A empresa, porém, não promete segurar o lançamento das comunidades entre o segundo turno e a posse presidencial no Brasil.


