Os técnicos da sala de situação montada para acompanhar a situação da mina da Braskem, que corre risco iminente de colapsar em Maceió, constataram que a velocidade de afundamento do solo no local diminuiu neste domingo (3). Apesar disso, o grupo seguirá com o monitoramento integral na região.
A fiscalização se faz necessária, pois, segundo os especialistas, o deslocamento vertical do solo na região da mina ainda é alto, com movimentação diária semelhante ao que era observado anualmente durante últimos anos de monitoramento.
A sala de situação é composta por integrantes do Ministério de Minas e Energia (MME), do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e da Agência Nacional de Mineração (ANM).
Neste domingo, foi registrado um afundamento de 10 centímetros no período de 24 horas ante um deslocamento de 15 centímetros observado no sábado (2). Nenhum abalo sísmico foi registrado durante o dia de ontem.
Uma imagem feita com drone e divulgada no relatório elaborado pelos integrantes da sala de situação mostra um pequeno avanço da lagoa situada nas proximidades da mina.
O grupo tem uma próxima reunião marcada para o final da tarde de hoje (4) para analisar os dados produzidos durante o dia.
Chegada de reforços
Na manhã de hoje (4), a Defesa Civil de Alagoas informou que já chegaram ao estado os técnicos do Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro (DRM), que irão passar uma semana em Maceió para avaliação de riscos na região da mina 18, com possibilidade de colapso iminente.
Ainda hoje, representantes da defesa civil estadual se reunirão com os especialistas do DRM para dividir informações sobre a mina para que os técnicos iniciem os trabalhos.
CNN*


