PF confirma que havia plano para matar ministro Alexandre de Moraes nos atos de 8 de janeiro

A Polícia Federal confirmou que havia um plano para matar o ministro Alexandre de Moraes. Fontes da PF confirmaram ao Jornal da Record a existência de três planos de atentado contra o ministro do STF, que também é relator do inquérito do 8 de janeiro no Supremo. O Ministro da Justiça e Segurança Pública em exercício, Ricardo Capelli, afirmou hoje (4) que os eventos de 8 de janeiro do ano passado não vão se repetir. A declaração foi dada durante a assinatura do protocolo de segurança do Ato em Defesa da Democracia.

“O primeiro previa que as Forças Especiais (do Exército) me prenderiam em um domingo e me levariam para Goiânia. No segundo, se livrariam do corpo no meio do caminho para Goiânia. Aí, não seria propriamente uma prisão, mas um homicídio. E o terceiro, de uns mais exaltados, defendia que, após o golpe, eu deveria ser preso e enforcado na Praça dos Três Poderes. Para sentir o nível de agressividade e ódio dessas pessoas, que não sabem diferenciar a pessoa física da instituição”, contou Moraes em entrevista.

Ele cita que investigação da PF sobre o 8 de janeiro, já tornada pública, mostra que o suposto plano para derrubar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio de uma intervenção militar incluía o acionamento do Comando de Operações Especiais do Exército, em Goiânia, para efetivar a intervenção militar federal, com a volta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.

Em uma das fases da operação Lesa Pátria, desencadeada no fim de setembro, agentes foram às ruas para apreender provas contra integrantes das Forças Especiais do Exército que teriam dado início às invasões aos prédios públicos em 8 de janeiro. Peritos recuperaram imagens que apontam para a ação dos primeiros invasores, usando balaclava e luvas, abrindo passagem para o restante das pessoas pelo teto do Congresso Nacional – no prédio há uma passagem na cúpula que dá acesso ao Salão Verde, o espaço que leva ao plenário da Câmara dos Deputados.

Alexandre de Moraes contou, na mesma entrevista, que “houve uma tentativa de planejamento”. “Inclusive, e há outro inquérito que investiga isso, com participação da Abin, que monitorava os meus passos para quando houvesse necessidade de realizar essa prisão. Tirando um exagero ou outro, era algo que eu já esperava. Não poderia esperar de golpistas criminosos que não tivessem pretendendo algo nesse sentido. Mantive a tranquilidade. Tenho muito processo para perder tempo com isso. E nada disso ocorreu, então está tudo bem”, disse.

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