Alvo da Abin Paralela em dossiê sobre os deputados Joice Hasselmann e Rodrigo Maia, o advogado Roberto Bertholdo afirmou em entrevista ao Fórum Onze e Meia nesta sexta-feira que muitas outras gravações feitas a mando de Alexandre Ramagem (PL-RJ), que comandou a Agência de Inteligência, existem e podem vir à tona.
Após listar autoridades alvos da arapongagem, como os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, entre outros, Bertholdo afirma que a estrutura de espionagem tinha um objetivo claro.
“Não era só uma bisbilhotagem, era um movimento no sentido de preparo do golpe. Eles reeditaram o SNI – Sistema Nacional de Informações – da Ditadura num flagrante desvio de função desses indivíduos que estavam lá para bisbilhotar a vida de outras pessoas”, afirmou.
Bertholdo afirma, citando fontes da Polícia Federal, que Ramagem tinha por hábito fazer gravações das reuniões em que participava, o que sinaliza que a situação do clã Bolsonaro pode se complicar ainda mais.
“Eu conversei com alguns delegados da Polícia Federal que contaram o seguinte: o Ramagem fazia esse tipo de gravação não só com terceiros, mas com reuniões importantes em que ele participava. E falam que tem muito amis gravações do que está que está sendo comentada, que virá à tona muito provavelmente na semana que vem, quando a PF concluir o trabalho de perícia nessa gravação”, afirma.
O advogado se refere à gravação da reunião de Bolsonaro com Augusto Heleno, ex-Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para tramar ofensiva contra os servidores da Receita Federal que desnudaram o esquema das “rachadinhas” de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
“Dizem que tem coisas horrorosas na conversa entre eles”, emenda Bertholdo.
