O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta quarta-feira (13) que o Brasil irá regular as chamadas big techs, mesmo diante das críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita durante a 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária, no Palácio do Planalto, e foi divulgada pelo jornal Valor Econômico.
“Ele [Trump] disse que não vai aceitar que o Brasil possa regular as big techs, e nós vamos regular, sim, porque quem está atuando no Brasil precisa ser regulado. Vamos mandar um projeto para o Congresso [sobre isso]. Só tem um jeito de uma empresa não ser regulada no Brasil, [o jeito] é ela não estar no Brasil”, afirmou Lula, em tom enfático.
Reunião ministerial e articulação política
Antes do evento, Lula reuniu ministros e auxiliares para discutir as novas regras de atuação das plataformas digitais no país. Estiveram presentes os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Ricardo Lewandowski (Justiça), Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Vinícius de Carvalho (Controladoria-Geral da União), além do advogado-geral da União, Jorge Messias, e da secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior.
Segundo apuração do Valor, o encontro terminou sem uma decisão final, mas com avanços na formulação da proposta, que deve ser enviada ao Congresso já na próxima semana. Na véspera, o presidente já havia tratado do assunto com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reuniões separadas.


