Rio Grande do Norte tem 172 espécies de animais ameaçadas de extinção. Veja quais

Foto: Pablo Cerqueira

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) instituiu, pela primeira vez, a Lista Oficial das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção no Estado, por meio de Portaria SEI Nº 52, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta quarta-feira (28). A representa um marco para a conservação da biodiversidade potiguar e fortalece as ações de gestão ambiental no território estadual.

A Lista Oficial reúne 172 espécies da fauna silvestre nativa, residentes ou migratórias, que ocorrem naturalmente no Rio Grande do Norte, abrangendo ambientes terrestres, aquáticos continentais, costeiros e marinhos, incluindo o mar territorial e a zona adjacente adjacente, respeitadas as competências legais de demais entes federativos.

Para a elaboração do documento, o Idema contou com a atuação de diversos pesquisadores da UFRN, UERN, UFERSA, entre outras instituições, que avaliaram, com base em dados científicos disponíveis, diferentes grupos da fauna silvestre, como insetos (libélulas e borboletas), peixes de ambientes continentais, estuarinos e marinhos, crustáceos, anfíbios, répteis, incluindo tartarugas marinhas, aves e mamíferos marinhos. A análise destes critérios científicos reconhecidos, levando em conta a distribuição geográfica das espécies, o estado de conservação, as novidades existentes e a disponibilidade de informações técnicas específicas para o estado.

Entre as espécies emblemáticas que ajudam a comunicar a importância da conservação da biodiversidade potiguar, destacam-se, no ambiente costeiro e marinho, o peixe-serra (Pristis pectinata), o tubarão-martelo (Sphyrna lewini), o mero (Epinephelus itajara), a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) e o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus), todos representados como Criticamente em Perigo. Já na fauna terrestre e continental, figuram espécies como a ararajuba (Primolius maracana), o gavião-de-pescoço-curto (Leptodon forbesi), a jacucaca (Penelope jacucaca), a ema (Rhea americana) e a perereca-da-caatinga (Pseudopaludicola jaredi), que evidenciam a diversidade de ambientes e a urgência das ações de proteção.

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