Um caminhão que transportava 7,3 mil unidades de cerveja tombou na tarde desta sexta-feira (13) em um trecho da BR-101, entre os municípios de Goianinha e Canguaretama, no Rio Grande do Norte. Após o acidente, a carga foi totalmente saqueada por populares.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ninguém ficou ferido e não houve prisões.
O motorista, Jodenilson Santos, relatou que havia saído de Igarassu (PE) com destino a um atacarejo em Natal (RN). Segundo ele, o prejuízo estimado com a perda da mercadoria é de aproximadamente R$ 168 mil.
Imagens que circularam nas redes sociais mostram pessoas recolhendo caixas de cerveja às margens da rodovia, além de motoristas que paravam os veículos no acostamento para pegar produtos.
A PRF informou que submeteu o condutor ao teste do etilômetro, cujo resultado foi negativo para consumo de álcool. A documentação do motorista e do veículo estava regular.
Dinâmica do acidente
Segundo o motorista, o caminhão apresentou falha mecânica ao subir uma ladeira. O veículo teria parado de funcionar e começado a descer de ré.
“O motor parou e começou a descer. Joguei para o lado contrário para não ter vítima. Livrou a pista”, afirmou.
Ele disse ainda que conseguiu direcionar o caminhão para fora da faixa principal, evitando que o acidente tivesse maiores proporções. “Se eu não jogo ele para cá, o acidente tinha sido maior”, declarou.
Após o tombamento, o motorista afirmou que pessoas começaram a retirar a carga, inclusive ocupantes de veículos de luxo. “Não liberei nada, porque a carga não é minha. O pessoal foi saqueando”, disse.
Apesar do acidente, a cabine do caminhão permaneceu no acostamento e não houve interdição das faixas da rodovia, que seguiram com o tráfego liberado durante a tarde.
O que diz a lei
Conforme o Código Penal Brasileiro, a apropriação de mercadoria obtida por situação fortuita pode configurar crime de furto, com pena de detenção de um mês a um ano ou multa.
A legislação prevê, contudo, que a devolução do item no prazo de até 15 dias pode afastar a responsabilização criminal.
Com informações do G1 RN
