Três pessoas foram presas em Patos durante a Operação Argos, deflagrada nesta quinta-feira (26) pela Polícia Civil da Paraíba. As capturas ocorreram nos bairros Santo Antônio, Jatobá e Jardim Queiroz. A ofensiva cumpriu mais de 44 mandados de prisão preventiva em vários estados.
A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e tem como objetivo desarticular uma organização criminosa interestadual ligada ao tráfico de entorpecentes no Nordeste.
Segundo o delegado Alex Amorim, além das prisões em Patos, houve capturas em Pombal, Cajazeiras, João Pessoa, Campina Grande e também nos estados de São Paulo, Bahia e Mato Grosso
“Conseguimos realizar a Operação Argos. Nessa ofensiva foram deferidos 44 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão. Foram sequestrados veículos e imóveis de luxo, além do bloqueio de ativos na quantia de R$ 104 milhões. Aqui na cidade de Patos conseguimos prender três pessoas. Também houve prisões em Pombal, Cajazeiras, João Pessoa, Campina Grande e em outros estados fora da Paraíba. As prisões em Patos ocorreram nos bairros Santo Antônio, Jatobá e Jardim Queiroz”, destacou o delegado.
As investigações começaram em 2023 e apontam que o grupo mantinha ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O líder da organização, conhecido como “Chocô”, foi preso em Hortolândia (SP) e é apontado como principal fornecedor de entorpecentes para a Paraíba.
“É um indivíduo que tinha um poder aquisitivo realmente muito alto. A apreensão de ouro apresentada hoje à Justiça foi de aproximadamente R$ 2 milhões. O local onde ele morava era uma residência de luxo. Conseguimos fazer a prisão e desmantelar a organização criminosa como um todo. Todos os núcleos dessa organização foram alcançados”, acrescentou Alex Amorim.
Na cidade de Pombal, também foi preso o principal operador logístico da organização no estado, responsável por coordenar a distribuição das drogas.
De acordo com a Polícia Civil, a estrutura criminosa era dividida em núcleos de transporte, varejo e lavagem de dinheiro, com movimentação estimada em cerca de R$ 500 milhões.
A operação mobilizou mais de 400 policiais civis e resultou em:
- 44 mandados de prisão preventiva
- 45 mandados de busca e apreensão
- Bloqueio de R$ 104,8 milhões em contas
- Sequestro de 13 imóveis de luxo e 40 veículos
Segundo a DRACO, apreensões realizadas desde 2023 já haviam causado prejuízo superior a R$ 100 milhões ao grupo. Os presos devem passar por audiência de custódia, e as investigações continuam.


