O vice-presidente Geraldo Alckmin avaliou que a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente americano Donald Trump deve servir para esclarecer pontos sobre o funcionamento do PIX e reforçar a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, o encontro pode contribuir para um “bom entendimento” entre os países. As informações são do blog da jornalista Andreia Sadi, do g1.
Em entrevista ao programa Estúdio i, nesta terça-feira (5), Alckmin destacou que o sistema de pagamentos brasileiro é um avanço tecnológico reconhecido internacionalmente.
“O PIX é um sucesso. Traz segurança e é um avanço do ponto de vista tecnológico que o mundo inveja”, disse Alckmin sobre o sistema de pagamento
Ele acrescentou que o Brasil não representa um problema para os americanos, ressaltando que os Estados Unidos mantêm superávit comercial na relação bilateral. Para o vice-presidente, o caminho é ampliar a complementaridade econômica em um cenário de “ganha-ganha”.
Durante a mesma entrevista, Alckmin voltou a defender mudanças no modelo de atuação do Supremo Tribunal Federal. Na avaliação dele, ministros da Corte deveriam ter mandatos fixos, em vez da atual vitaliciedade. “Cumpre o mandato, presta serviço ao país e depois há substituição. Acho um bom caminho para a reforma do Judiciário”, disse.
Hoje, os integrantes do Supremo Tribunal Federal se aposentam compulsoriamente aos 75 anos. Um caso recente de saída antecipada foi o do ministro Luís Roberto Barroso, que optou por deixar o cargo antes do limite etário.
O vice-presidente também comentou a rejeição, pelo Senado, do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula para uma vaga no STF. A indicação foi barrada na última semana, com 42 votos contrários e 32 favoráveis.
Alckmin afirmou não ter como comprovar a existência de articulações políticas por trás do resultado, mas reconheceu que houve comportamento inesperado de parlamentares. “São fatos que chamam atenção. Partidos que a gente imaginava que votariam conosco não votaram”, declarou, sem citar nomes.


