Defensora dos direitos dos povos originários ao longo de todo o mandato, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) votou favoravelmente ao projeto de lei (PL) 6.132/2025, de autoria da Presidência da República, que cria a Universidade Federal Indígena (Unind). Trata-se da primeira universidade do país voltada a ampliar o acesso ao ensino superior e promover maior inclusão dos povos originários no ambiente acadêmico.
O Censo Demográfico de 2022 identificou 88 etnias e 33 línguas indígenas no Rio Grande do Norte, considerado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) um “aumento expressivo” em relação às 57 etnias registradas no estado no Censo de 2010.
Para Zenaide, a universidade, a ser mantida com recursos públicos, representa uma política pública inclusiva, afirmativa e reparatória em benefício de uma “maioria minorizada” ao longo de 500 anos de extermínio, dominação, exploração e descaso em todo o território brasileiro. No Senado, ela já votou contra o marco temporal de terras indígenas e denunciou o garimpo ilegal e o desmatamento nas terras dos povos originários.
“A Universidade Federal Indígena é uma reparação histórica que já chega com atraso ao Brasil. As etnias indígenas que vivem no Rio Grande do Norte e em todo o país terão um espaço acadêmico para fortalecer suas culturas, multiplicar saberes, serem devidamente reconhecidas pelo Estado brasileiro. Acesso à educação pública é direito constitucional de todos os brasileiros e brasileiras”, destacou Zenaide.
O projeto de criação da Universidade Federal Indígena (Unind) foi aprovado em Plenário nesta terça-feira (5) na forma do relatório favorável do senador Eduardo Braga (MDB-AM). O texto segue para sanção da Presidência da República. Segundo o PL 6.132/2025, a Unind terá sede em Brasília e poderá estabelecer unidades em várias regiões do Brasil para atender às necessidades dos povos originários.

