Revista Veja – O vasto número de pesquisas eleitorais divulgadas desde o início deste ano mostra um cenário polarizado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), a pouco menos de cinco meses da votação. A depender do levantamento, os dois concentram quase 80% das intenções de voto no primeiro turno, deixando, por ora, pouco espaço para candidaturas alternativa. Um outro dado, porém, também captado pelas sondagens, mostra que a disputa ainda está longe de ser definida: um contingente expressivo de eleitores que apontam hoje um nome na corrida ao Palácio do do Planalto admite que pode mudar sua escolha até o encontro com a urna, em outubro.
Duas pesquisas divulgadas nos últimos dias coincidem no diagnóstico: quatro em cada dez entrevistados não se mostram totalmente convictos. Pela sondagem da Genial/Quaest publicada em 15 de abril, 43% do eleitorado disse que pode trocar de candidato na corrida presidencial. Já no levantamento Meio/Ideia que saiu na quarta-feira 6, 45% afirmam que sua escolha não é definitiva. Uma movimentação expressiva do eleitorado não é algo difícil de acontecer. Em abril de 2022, segundo a Genial/Quaest, um percentual menor que o atual (35%) admitia a possibilidade de mudar o voto — e isso, de fato, ocorreu. O placar da corrida eleitoral naquele mês apontava 44% para Lula contra 29% para Jair Bolsonaro, então presidente, mas a disputa terminou em 48% a 43% quando os votos do primeiro turno foram apurados.

