OMS declara emergência de saúde internacional por surto de Ebola na África

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou neste sábado 16 uma emergência de saúde pública de importância internacional após o registro de um surto de Ebola causado pelo vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda.

Segundo a OMS, apesar da gravidade da situação, o surto não atende aos critérios de emergência pandêmica definidos pelo Regulamento Sanitário Internacional (RSI) de 2005.

De acordo com o Ministério da Saúde da República Democrática do Congo, 80 pessoas morreram em um novo surto registrado na província de Ituri, no leste do país. O governo informou ainda a existência de 246 casos suspeitos da doença.

A confirmação laboratorial apontou oito casos da cepa Bundibugyo do vírus Ebola nas zonas de saúde de Rwampara, Mongwalu e Bunia, conforme comunicado do ministro da Saúde, Samuel Roger Kamba Mulamba. O governo também ativou seu centro de operações de emergência, reforçou a vigilância epidemiológica e determinou a mobilização de equipes.

Além do Congo, Uganda também registrou casos. Dois laboratórios confirmaram infecções, incluindo um óbito, em Kampala, em um intervalo de 24 horas entre sexta-feira 15 e sábado 16, sem vínculo aparente entre os registros.

A principal agência de saúde pública da África informou na sexta-feira 15 que havia um surto confirmado na província de Ituri, com 65 mortes naquele momento. O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças anunciou a convocação de uma reunião urgente com autoridades do Congo, Uganda, Sudão do Sul e parceiros globais para reforçar a vigilância e a resposta ao avanço da doença.

A possibilidade de propagação internacional é considerada um fator de preocupação, após o registro em Uganda de dois casos confirmados de pessoas que viajaram da República Democrática do Congo.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África apontaram que a mobilidade populacional na região pode favorecer a transmissão e informaram a convocação de uma reunião de coordenação com entidades regionais e internacionais, incluindo a OMS e órgãos dos Estados Unidos, da China e da Europa.

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