A decisão dos Estados Unidos de tratar PCC e CV como organizações terroristas tem um efeito político imediato e pode virar “um profundo tiro no pé” para a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), avaliou Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) no Poder e Mercado, do Canal UOL.
Para Trevisan, o tema pode bater no eleitorado quando a ideia de intervenção dos EUA no Brasil ficar mais clara.
“Tem, sim, um aspecto militar nessa ação sobre classificar essas organizações, e eu venho insistindo sempre no mesmo ponto. Mesmo no aspecto militar isso é um profundo tiro no pé da candidatura Flávio Bolsonaro. Eu desafiaria que se convidasse qualquer general, almirante ou brigadeiro que aceitasse qualquer risco à soberania brasileira implícito nessa designação. Os militares brasileiros não aceitam isso. A lógica da proteção da soberania nacional é absolutamente consolidada”.
Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais
Trevisan também defendeu que punição e aplicação da lei sobre brasileiros devem ficar sob responsabilidade do Brasil, por envolver soberania. Ele disse que o direito internacional estabelece limites para que outro país puna cidadãos brasileiros.


