A senadora Zenaide Maia celebrou, em pronunciamento no Senado Federal, os 126 anos da Fundação Oswaldo Cruz e fez uma defesa enfática da ciência, da vacinação e do Sistema Único de Saúde (SUS).
Médica do serviço público, Zenaide destacou o papel histórico da Fiocruz na produção de vacinas, no enfrentamento de epidemias e na defesa da saúde pública brasileira ao longo de mais de um século. A parlamentar também relembrou a atuação da instituição durante a pandemia da covid-19, período em que, segundo ela, a Fiocruz permaneceu “de pé” diante do negacionismo e dos ataques à ciência.
No discurso, a senadora citou o legado de Oswaldo Cruz e a frase atribuída ao sanitarista — “não esmorecer para não desmerecer” — ao defender a importância da ciência e das instituições públicas de saúde no Brasil.
Ao alertar para o aumento de doenças preveníveis e para a queda da cobertura vacinal no país, a senadora reforçou a importância das campanhas de imunização e destacou o impacto histórico das vacinas e do saneamento básico na saúde da população.
“Quem mais fez a vida média aumentar no mundo foram as vacinas e a água tratada”, afirmou.
Ao longo da fala, Zenaide também defendeu mais investimentos em pesquisa, universidades públicas e instituições científicas, alertando para a saída de pesquisadores brasileiros do país por falta de incentivo e financiamento.
Ela lembrou ainda a contribuição histórica da Fiocruz e do médico sanitarista Sérgio Arouca para a construção do SUS e para a consolidação da saúde como direito garantido pela Constituição Federal.
Ao reforçar sua defesa da ciência, Zenaide Maia afirmou que a ciência salva vidas — salvou no passado, salva no presente e continuará salvando no futuro, por meio da vacinação, da pesquisa em saúde e do trabalho das instituições públicas, como a Fiocruz.


