Médica do serviço público por 30 anos e relatora de leis de políticas públicas de saúde e assistência social, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) foi à tribuna do Senado, na sessão desta terça-feira (09), criticar a cultura liberal do Estado mínimo, corrente de pensamento econômico que defende menor intervenção do Estado (poder público) na economia e menos prioridade para políticas públicas.
“É muito fácil defender Estado mínimo quando nunca se precisou depender do Sistema Único de Saúde (SUS). É muito fácil atacar programa social quando nunca faltou comida dentro de casa. Agora, perguntem à mãe que passa a noite numa UPA (Unidade de Pronto Atendimento) com o filho doente no colo se ela quer um Estado mínimo, ou seja, com menos médicos, menos enfermeiros para atendê-lo?”, frisou a parlamentar.
No pronunciamento no Plenário, Zenaide argumentou que o orçamento público é indispensável para garantir ações e investimentos públicos indispensáveis nas áreas de saúde, educação, segurança pública e assistência social. Na visão dela, setores privilegiados que pregam o “Estado mínimo” não hesitam em recorrer à ajuda governamental quando passam por dificuldades financeiras.


