A Polícia Civil do Rio Grande do Norte recuperou joias avaliadas em mais de R$ 500 mil e prendeu três pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de extorsão por meio do chamado “golpe do falso sequestro”. A ação ocorreu na noite de quarta-feira (16), durante a Operação Cativeiro Virtual, em Natal.
Foram presos em flagrante dois homens, de 24 e 27 anos, nos bairros Potengi e Nossa Senhora da Apresentação, na zona norte da capital, além de uma mulher, de 25 anos. Segundo a investigação, o trio era responsável por receber, ocultar e encaminhar os bens das vít:imas para fora do estado.
O crime começou na noite de terça-feira (15), quando uma idosa de 80 anos recebeu uma chamada de vídeo de um homem que afirmou ter seque:strado sua filha, supostamente mantida em cárcere privado em São Paulo. Durante mais de 12 horas, a vít:ima foi submetida a ame:aças e pressão psicológica. Para tornar o go:lpe mais convincente, uma comparsa se passou pela filha da idosa durante a ligação.
Convencida de que a vida da filha estava em risco, a mulher entregou uma mala com diversas joias a um homem que foi até sua residência em uma motocicleta. Ao perceber que havia sido vítima de um golpe, ela procurou a Polícia Civil.
As diligências levaram à identificação dos suspeitos e à localização da mala em uma agência dos Correios de Natal, onde os objetos já estavam prontos para serem enviados ao Rio de Janeiro. A ação rápida permitiu a recuperação integral das joias antes da remessa e a devolução dos bens à víti:ma.
As investigações apontam que parte da organização crimi:nosa atuava remotamente, a partir de outros estados, sendo responsável pelas ligações e pela coação psicológica. Já os presos no Rio Grande do Norte davam suporte logístico ao e:squema.
Os três suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue investigando para identificar os demais integrantes do grupo crimi:noso. Além disso, orienta a população a desconfiar de ligações desse tipo, tentar confirmar a situação diretamente com o familiar e nunca entregar dinheiro

