Lin Jian, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, declarou, nesta sexta-feira (17), estar disposto a unir forças com o Brasil e outros países do Sul Global para enfrentar a política tarifária dos Estados Unidos.
A oferta surge dois dias após Washington anunciar tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, com vigência prevista para 22 de julho, e um dia depois de o chanceler Mauro Vieira rejeitar publicamente as condições impostas por Washington.
Pequim argumenta que “não há vencedores em uma guerra tarifária” e propõe a defesa do multilateralismo com a Organização Mundial do Comércio (OMC) como eixo central.
Jian afirmou, ainda, que o governo chinês está disposto a “incrementar o diálogo e trabalhar com o Brasil e outros países para salvaguardar conjuntamente o sistema multilateral de comércio, tendo a Organização Mundial do Comércio (OMC) como núcleo, e defender a justiça e a equidade internacionais”.
A proposta foi dirigida ao Brasil e a outros países do Sul Global como resposta direta ao tarifaço estadunidense anunciado dois dias antes.
O porta-voz deixou claro que o foco momentâneo no Brasil se deve ao tarifaço adicional de 25% imposto pelos EUA em 15 de julho. Pequim classificou a medida como “lamentável” e reforçou sua posição de que guerras tarifárias “não servem aos interesses de ninguém”, posicionando-se como contraponto ao unilateralismo de Washington.


