A empresária Roberta Luchsinger fez pagamentos ao então chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Ele ocupou o cargo durante todo o governo atual e saiu em 21 de julho deste ano.
Oficialmente, Marcola deixou a função para atuar na campanha de reeleição de Lula. Fontes disseram à CNN que o motivo real foi a descoberta dos pagamentos feitos por Roberta.
A saída teria ocorrido antes da divulgação do caso, já que Marcola é um dos auxiliares mais próximos do presidente. A CNN procurou Marcola e o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), mas nenhum se manifestou.
A defesa de Roberta Luchsinger também foi procurada pela reportagem e ainda não respondeu. A informação foi publicada primeiro pelo Poder 360 e depois confirmada pela CNN.
Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. A PF suspeita que um empresário de tecnologia ligado à Dataprev tenha atuado com Lulinha, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Roberta na tentativa de fechar contratos com o governo federal.
O ministro Flávio Dino, do STF, foi sorteado relator do pedido da PF para abertura de um terceiro inquérito contra Lulinha, relacionado a suspeita de tráfico de influência em favor de empresas parceiras dele.
Na semana anterior, o ministro André Mendonça já havia autorizado dois inquéritos contra o filho do presidente, por tráfico de influência e corrupção, um envolvendo o Ministério da Saúde e outro a Dataprev.
Em nota, Marcola confirmou ter feito um empréstimo a Roberta, mas afirmou que a transação foi pessoal e já foi quitada. Ele disse ter recebido a matéria com surpresa e negou qualquer irregularidade no exercício do cargo.

