O grupo que está sendo alvo da PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) planejava um ataque com explosivos dentro de um prédio que será utilizado para a realização do debate presidencial nas eleições deste ano.
A Operação Rede Interrompida foi deflagrada nesta terça-feira (4) com base em um relatório elaborado pelo CiberLab (Laboratório de Operações Cibernéticas).
Segundo a CNN, oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco estados: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e São Paulo.
Em Santa Catarina, foram cumpridos mandados em Blumenau, no Vale do Itajaí, e Corupá, no Norte do estado.
Grupo que planejava explodir prédio compartilhava manuais de fabricação de bombas
De acordo com o documento, o grupo debatia sobre possíveis invasões em edifícios, escolha de alvos, formação tática, recrutamento de participantes em diversos estados brasileiros, compartilhamento de mapas e plantas arquitetônicas, além de modelos em 3D de prédios localizados em Brasília.
As apurações também identificaram o compartilhamento de manuais para fabricação de explosivos.
As apurações também identificaram o compartilhamento de manuais para fabricação de explosivos.
Anotações com referências nazistas também foram encontradas
Durante o cumprimento das medidas, a corporação encontrou armas de fogo, facas e canivetes. Também foram recuperadas anotações que referenciam o nazismo e grupos extremistas racistas, como um chapéu semelhante ao utilizado pela Ku Klux Klan.
Inquérito sobre possível atentado em Brasília apura quatro crimes
A PCDF deve apreender dispositivos eletrônicos, além de preservar evidências digitais e materiais para identificar possíveis conexões ainda desconhecidas e esclarecer em que fase de organização estavam as ações debatidas pelo grupo.
O inquérito apura, até então, os seguintes crimes:
- associação criminosa;
- incitação ao crime;
- apologia de crime ou criminoso e,
- delitos previstos na legislação antirracismo.
Até o momento, os alvos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo.
Por ND+

