Uma tempestade geomagnética deve atingir a Terra entre esta quinta-feira (27) e sábado (29), segundo previsões de monitoramento do clima espacial.
O fenômeno está relacionado à atividade recente do Sol e à chegada de partículas e campos magnéticos lançados em direção ao planeta.
A previsão indica uma tempestade de nível G1, considerado menor, nesta quinta, com possibilidade de intensificação para G2, classificado como moderado, na sexta-feira (28) e no sábado (29). A escala utilizada para medir esses eventos vai de G1 a G5, sendo G5 o nível mais severo.
A atividade ganhou força após uma explosão solar registrada em 25 de agosto. Monitoramentos do clima espacial identificaram uma ejeção de massa coronal associada ao evento, com previsão de chegada do material à região próxima à Terra nos dias seguintes.
As ejeções de massa coronal, conhecidas pela sigla CME, são grandes quantidades de plasma e partículas carregadas liberadas pelo Sol. Quando direcionadas para a Terra, elas podem interagir com o campo magnético do planeta e provocar tempestades geomagnéticas.
Quais podem ser os efeitos?
Um dos efeitos mais conhecidos é o surgimento ou a intensificação das auroras boreais, que podem ser observadas em regiões mais ao sul do que o habitual quando a atividade geomagnética aumenta.
Também podem ocorrer perturbações em sistemas tecnológicos. Entre os possíveis impactos estão oscilações em redes elétricas, alterações nas comunicações por rádio e mudanças no comportamento de satélites que operam em órbitas baixas.
Em níveis mais elevados de atividade solar, partículas energéticas também podem representar um risco adicional para astronautas em missões espaciais, que podem precisar adotar protocolos específicos de proteção.


