Duas mulheres que se apresentam como “inimigas do feminismo” foram as deputadas estaduais mais votadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.
A campeã de votos foi Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos. Vereadora em Praia Grande, ela teve 1,9 milhão de eleitores.
A deputada eleita se diz “a maior inimiga das feministas”. “Todo mérito que qualquer mulher conquista, as feministas tentam usurpar para elas”, disse à Folha de S.Paulo.
Campopiano também se notabilizou por atacar indígenas e agradecer a Deus pela colonização do Brasil. Foi eleita em dobradinha com Lucas Pavanato (PL), que recebeu mais de 3 milhões de votos para deputado federal.
No Rio, a deputada estadual mais votada foi Índia Armelau (PL), de 38 anos, que também investe contra o movimento de mulheres e as pautas de gênero.
Em agosto, a bolsonarista ocupou a tribuna da Alerj para pedir que as eleitoras não votassem em candidatas feministas. “Elas estão aqui para acabar com a família”, discursou.
Armelau também aposta nos embates com o movimento trans. Neste ano, ela apresentou projeto que prevê a criação de um banheiro neutro, a pretexto de “proteger” mulheres e crianças.
Ex-nadadora profissional, a deputada se reelegeu neste domingo com 248 mil votos.
DO TL
É um movimento que ocorre em consonância com a pauta da extrema-direita que ecoa sentimento religioso como se fosse em defesa da moral, da família e de bons costumes. Há até os que relativizem a importância do voto feminino. Algo que seria impensável e até “indizível” em outros tempos. Evolução ou aberração na espécie?
Fonte: O Globo


