O presidente estadual do MDB, vice-governador Walter Alves até então alinhado ao campo de Lula, mudou de lado depois de ser derrotado na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.
A coincidência entre a derrota e a mudança de posição abriu espaço para questionamentos sobre suas motivações.
Há quem chame isso de pragmatismo da nova política.
Mas pragmatismo não explica tudo, muito menos transforma qualquer mudança de posição em virtude.
Quando a conveniência eleitoral parece falar mais alto que os compromissos assumidos, o velho oportunismo continua sendo uma chave possível — e incômoda — para interpretar a política.
Laurita Arruda*


