As posses de Cadu de Lula (PT) no Governo do Rio Grande do Norte e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um novo mandato na Presidência da República não acontecerão em 1º de janeiro de 2027, mudando uma tradição de trinta anos no Brasil em que as posses dos eleitos ocorre logo após o Réveillon.
Uma mudança na Constituição transferiu o início dos mandatos para uma nova data. Com isso, Lula assumirá seu quarto mandato no dia 5 de janeiro, enquanto Cadu será empossado no dia seguinte (6 de janeiro). Na mesma data do governador eleito, Larissa Rosado (PSB) tomará posse como vice-governadora. A regra vale para todo o País e abrange os demais governadores e vice-governadores eleitos. Os mandatos são de quatro anos, finalizados nos primeiros dias de janeiro de 2031.
Desde 1995, quando foram empossados o presidente Fernando Henrique Cardoso e, no RN, o governador Garibaldi Alves Filho, as posses ocorriam em 1º de janeiro do ano seguinte à eleição.
O novo calendário foi estabelecido pela Emenda Constitucional nº 111, promulgada pelo Congresso Nacional em 28 de setembro de 2021. A alteração modificou os artigos 28 e 82 da Constituição, responsáveis por disciplinar o início dos mandatos estaduais e presidencial. A aplicação das novas datas foi prevista expressamente para os eleitos em 2026.
A mudança busca facilitar a organização das solenidades, antes realizadas no feriado de Ano-Novo, quando o deslocamento de autoridades e convidados enfrenta dificuldades. No caso da posse presidencial, a escolha de uma data posterior também favorece a participação de representantes de outros países.
Outro objetivo é permitir a presença dos governadores eleitos na cerimônia presidencial, em Brasília. Com as solenidades em dias consecutivos, eles poderão acompanhar a investidura do presidente e do vice antes de assumir os governos estaduais. Anteriormente, a coincidência das datas dificultava essa participação.

