A juíza substituta da 7ª Vara do Trabalho de Fortaleza, Manuela de Albuquerque Viana, determinou hoje a imediata reintegração de 22 funcionários que teriam sido demitidos de uma fábrica de confecções logo após a eleição por perseguição política. Os funcionários devem retornar em até 48 horas, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 5 mil por cada trabalhador não reintegrado.
Na decisão, a juíza diz que a demissão gera “abalo psíquico individual e coletivo” e que a manutenção do afastamento “consolida a eficácia perversa do ato intimidatório perante todo o corpo funcional da fábrica, perpetuando o receio de represálias e amordaçando a liberdade de pensamento no meio laboral”.
O dono da empresa, Gutemberg Bittencourt, afirmou ao UOL que a denúncia é falsa.
“Eu vou amanhã abrir meu Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados] e vou mostrar à juíza que nenhuma pessoa foi colocada para fora da empresa. É tudo fake news, e vão pagar caro por isso. Eu sou uma pessoa trabalhadora, não tenho nenhum problema com empregado, estou com a consciência limpa.”


