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Após caso Master, Banco Central identifica mesmo método em banco de Edir Macedo

O Banco Central identificou que o Banco Digimais, controlado pelo empresário e líder religioso Edir Macedo, inflou seu patrimônio em cerca de R$ 670 milhões por meio de manobras contábeis semelhantes às investigadas no extinto Banco Master.

Segundo representação da Polícia Federal que embasou uma operação de busca e apreensão nesta terça-feira, a diretoria do Digimais teria supervalorizado ativos financeiros para melhorar artificialmente seus balanços e ocultar problemas em sua carteira de crédito.

De acordo com o Banco Central, a instituição comprou direitos creditórios por cerca de R$ 31 milhões e posteriormente os reavaliou para R$ 230 milhões, registrando a diferença de R$ 199 milhões como receita contábil. A operação foi baseada em pareceres jurídicos que elevaram substancialmente o valor dos ativos.

Após ser advertido pelo BC e orientado a corrigir os registros, o banco teria adotado uma nova estratégia. Em vez de reduzir os valores inflados, vendeu os ativos para sua própria controladora por R$ 741 milhões, com pagamento previsto apenas para 2032 e sem entrada imediata de recursos em caixa.

Para os investigadores, a operação permitiu manter nos balanços valores considerados artificiais, burlando a determinação do Banco Central.

A Polícia Federal afirma que o caso reproduz o mesmo modelo atribuído ao Banco Master: a emissão e valorização de ativos acima dos parâmetros de mercado para melhorar indicadores financeiros e esconder a deterioração patrimonial da instituição.

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