Apuração: RN está entre estados que preocupam o PT nas eleições de 2026

O Partido dos Trabalhadores (PT) vive, em 2026, o cenário mais desafiador no Nordeste. A avaliação foi feita pelo comentarista Saulo Spinelly, durante o programa 12 em Ponto, da 98 FM Natal, nesta segunda-feira (2), ao analisar as dificuldades eleitorais enfrentadas pelo partido em pelo menos quatro dos nove estados da região, com destaque para o Rio Grande do Norte.

Em sua apuração, o comentarista apontou que o Rio Grande do Norte representa hoje a situação mais crítica do PT no Nordeste, endossada por análises publicadas em veículos nacionais como Folha de S.Paulo e Veja.

O comentarista destacou que a governadora Fátima Bezerra (PT) apoia a candidatura de Cadu Xavier, que aparece em terceiro lugar nas intenções de voto e ainda não conseguiu se consolidar nas pesquisas eleitorais. Além disso, o vice-governador não disputará a eleição, enquanto a oposição conta com dois nomes competitivos, sendo um deles líder nas pesquisas.

Diante desse cenário, o grupo de trabalho deve apresentar a Lula as alternativas para o estado, incluindo a possibilidade de Fátima Bezerra permanecer no governo para tentar eleger um sucessor ou manter o cenário atual, com Fátima deixando o cargo para disputar uma vaga no Senado e manter a força governista no Congresso Nacional.

Segundo Spinelly, a direção nacional do PT criou um grupo de trabalho, liderado pelo presidente nacional do partido, Edinho Silva, e coordenado pelo deputado federal José Guimarães (CE), para fazer um diagnóstico detalhado da situação nos estados nordestinos. O grupo se reúne nesta segunda-feira e deve levar o relatório diretamente ao presidente Lula, que ficará responsável pelas decisões estratégicas sobre candidaturas e alianças.

Estados em alerta no Nordeste

De acordo com o comentarista, os problemas mais graves estão concentrados em Bahia, Ceará, Maranhão, além do próprio Rio Grande do Norte, incluindo os dois maiores colégios eleitorais da região, Bahia e Ceará, onde o PT historicamente obteve votações expressivas.

Na Bahia, pesquisas indicariam uma vantagem de cerca de 20 pontos percentuais da oposição sobre o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tenta a reeleição. Diante desse cenário, o grupo de trabalho deve apresentar a Lula a possibilidade de substituir Jerônimo pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, que deixaria de disputar o Senado para entrar na corrida pelo governo estadual.

No Ceará, a situação também é considerada delicada. O ex-ministro Ciro Gomes, em articulação com a direita local, aparece liderando as pesquisas, com vantagem expressiva sobre o governador Elmano de Freitas (PT). Segundo Spinelly, uma das alternativas em análise é a candidatura do ministro da Educação, Camilo Santana, apontado como o único nome com força eleitoral para enfrentar Ciro em condições mais equilibradas.

Maranhão indefinido

No Maranhão, o quadro é de instabilidade política. O governador Carlos Brandão (MDB) rompeu com o vice-governador Felipe Camarão (PT) e passou a defender o nome do sobrinho, Orleans Brandão, para a sucessão. Apesar disso, o PT ainda evita o rompimento, na expectativa de uma intervenção direta de Lula. Atualmente, quem lidera as pesquisas no estado é o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), o que amplia a preocupação da legenda.

Decisão nas mãos de Lula

Segundo Spinelly, todas as avaliações do grupo de trabalho serão levadas ao presidente Lula, que terá a palavra final sobre as estratégias nos estados nordestinos. “É uma decisão centralizada. O PT respeita muito esse processo interno, e quem vai bater o martelo é o presidente”, afirmou o comentarista.

Portal 98FM*

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