Brasil não assina declaração de cúpula de Paz na Suíça; Zelensky ataca diplomacia do país e China

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aproveitou a conferência de paz realizada na Suíça sobre o conflito em seu país para atacar as diplomacias do Brasil e da China, que propuseram um plano de paz alternativo em conjunto.

A Suíça organizou uma conferência de alto nível sobre a Ucrânia no resort Buergenstock, nos arredores de Lucerna, de 15 a 16 de junho. A Rússia não recebeu o convite e não compareceu. No início deste domingo (16), o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, disse que o texto da declaração tinha sido finalizado e que as posições de Kiev tinham sido levadas em conta.

O documento foi assinado por 79 países dos 91 presentes, mas a Armênia, o Bahrein, o Brasil, a Santa Sé, a Índia, a Indonésia, a Líbia, o México, a Arábia Saudita, a África do Sul, a Tailândia e os Emirados Árabes Unidos não o assinaram.

Ao término da cúpula, Zelensky foi indagado sobre as ausências de Brasília e Pequim na declaração final. Ele sugeriu que as duas capitais não compartilham dos mesmos princípios de civilização que os signatários.

“A guerra é travada apenas no território soberano da Ucrânia. Aliás, esta independência, integridade territorial e soberania… é o que considero um dos sucessos dessa cúpula, pois isso foi reconhecido por todos os participantes e pela maioria do mundo… Assim que o Brasil e a China adotarem os princípios que uniram todos nós hoje aqui como nações civilizadas, teremos o maior prazer em ouvir seus pontos de vista, mesmo que sejam diferentes da maioria do mundo. É normal ouvir esforços conjuntos para acabar com a guerra”, disse Zelensky, conforme vídeo divulgado pelo Metrópoles nas redes sociais.

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