Em carta, desembargadora presa envolve Augusto Aras em caso de extorsão

Investigada na Operação Faroeste, Ilona Márcia Reis diz que foi procurada por advogado que se disse ligado ao PGR e teria pedido 1 milhão para livrá-la da cadeia

A reportagem de capa da Crusoé traz uma história que precisa ser posta a limpo. O repórter Fábio Leite teve acesso a uma carta de 67 páginas escrita pela desembargadora Ilona Márcia Reis, presa na Operação Faroeste, que desmantelou esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça da Bahia.

No texto, escrito de sua cela no presídio da Papuda, em Brasília, ela relata que supostamente foi alvo de uma série de atos de coação e extorsão antes de sua prisão, em dezembro de 2020, que teriam sido praticados por um advogado que lhe foi indicado como sendo ligado ao procurador-geral da República, Augusto Aras.

A desembargadora está presa sob a acusação de ter recebido propina de 450 mil reais por meio de dois advogados para assinar decisões favoráveis em processos envolvendo a posse de terras na região oeste da Bahia.

O Antagonista*

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