O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, não sabia que o líder do governo, o senador Jaques Wagner (PT-BA), era o alvo da operação deflagrada nesta quinta-feira (18) que apura fraudes do banco Master.
Ele acompanhava o presidente Lula no G7, na França, e foi pego de surpresa com a ação que teve como principal alvo o parlamentar petista.
Com isso, até mesmo o Palácio do Planalto foi surpreendido com a ação. Em outros casos em que integrantes do governo foram alvos de operações policiais, a cúpula da PF tomava conhecimento, mesmo que horas antes da ação.
Uma delas foi a das fraudes do INSS, quando o então presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, foi preso pela Polícia Federal por suspeita de receber propina dos responsáveis pelas fraudes.
No dia, Andrei Rodrigues foi pessoalmente ao Palácio da Alvorada dar a informação ao presidente Lula. Desta vez, isso não aconteceu.
O relator da investigação sobre o Master no STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, já tinha determinado que os passos do inquérito não deveriam ser informados à cúpula da PF.
Poucas horas após a operação, o nome do diretor-geral já passou a ser alvo de críticas no Palácio do Planalto.
No meio político, governistas admitem que já se esperava que o PT da Bahia pudesse ser alvo de uma operação no âmbito do Master. Mas, de alguma forma, dizem ter sido surpreendidos com a operação desta quinta (18).
Fonte: Folha de São Paulo


