UOl – Não dá para saber ao certo quantas pessoas receberão a notícia de que têm um câncer enquanto você estiver lendo este texto. Mas, sinto dizer, até a última linha não serão poucas: talvez umas 400, considerando o mundo inteiro. Aqui, em nosso país, uma ou duas por minuto, partindo da estimativa do Inca (Instituto Nacional de Câncer) de que 781 mil brasileiros devem descobrir um tumor maligno só entre janeiro e dezembro deste ano.
Os casos vêm aumentando consistentemente, e não é de hoje. Ora, a gente está vivendo muito mais e, com o avançar da idade, aumenta a probabilidade de surgir uma célula defeituosa, para não dizer descontrolada, que passa a se multiplicar sem freio e que, ainda por cima, possui certa vocação para sair do seu canto e espalhar cópias doentes pelo corpo.
Além da maior expectativa de vida, o mundo está mais poluído, a radiação solar anda impiedosa, as refeições são repletas de alimentos ultraprocessados, a atividade física vem sendo trocada por tempo na frente de telas, boa parte da população está acima do peso e por aí vai. Tudo isso se soma a velhos fatores de risco, como o tabagismo e o consumo de álcool.


