Dica de um bom cuscuz em Caicó: @cuscuzdaterra21 – WhatsApp: 9 8804 – 9073
Para os alagoanos que acompanham o Big Brother Brasil (Rede Globo), um embate na cozinha entre dois participantes mexeu com o coração: o preparo correto do cuscuz. Essa iguaria hoje está na cesta básica de mais de 56 milhões de habitantes do Nordeste (número de habitantes da região divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e, por estar tradicionalmente no cardápio de todas as classes sociais, tem um intenso laço afetivo.
Com leite, com queijo, carne, legumes; com tudo, ou puro. A variedade da preparação do cuscuz é tão grande quanto o seu poder nutricional. Segundo a nutricionista do Hospital Geral do Estado (HGE), Carolina Braga, esse prato popular possui ricas propriedades e muitos benefícios à saúde, além de ser barato e viável de ser ingerido em todas as refeições ao longo do dia.
“O cuscuz de milho é uma ótima fonte de proteína vegetal e pode substituir outras fontes desse mesmo macronutriente. Para obter ainda mais proteínas, é legal misturar com uma salada com queijos e carnes brancas, como peixe ou peru. Além disso, por ser rico em fibras, promove o melhor funcionamento do intestino e mantém a saúde da flora intestinal, bem como de todo o corpo, excelentes. Um intestino regulado propicia um emagrecimento mais saudável e mais fácil”, observou a profissional.
A nutricionista detalha que a base do cuscuz são os flocos de milho, cereal rico em carboidratos complexos, fibras, vitaminas A e B1 e ácido fólico. Esta condição torna o cuscuz bem-vindo no menu de quem deseja emagrecer e ganhar massa magra. Entretanto, para cada organismo é importante uma orientação nutricional específica, já que cada pessoa possui a sua própria necessidade.
“É que não é interessante consumir o cuscuz do jeito que quiser, pois, apesar de possuir bons nutrientes e benefícios, dependendo dos acompanhamentos, pode se tornar uma escolha ruim. Então, é recomendável evitar o consumo de alimentos embutidos e defumados, frituras, e ricos em sódio como acompanhamentos. O cuscuz também engorda se não houver moderação na hora de comer. Para melhor segurança, consulte um nutricionista, pois, assim, é possível recomendar a quantidade adequada para cada pessoa”, alertou Carolina Braga.
Por outro lado, porque o cuscuz é tão querido pelos nordestinos? Essa pergunta foi levada à psicóloga do HGE, Mayra Regina, que também ama um bom cuscuz e recordou um pouco da história desse quitute. O prato é típico do norte da África, teve sua introdução no cardápio brasileiro através dos colonizadores portugueses, e, desde o século XV, está presente em nossa história, de geração em geração, principalmente no Nordeste do Brasil.
“O cuscuz é envolto em muitas lembranças, de momentos, de viagens, de reuniões familiares, ou de alguém que se identifica com esse tradicional prato nordestino . Ele está presente na mesa nos momentos de alegrias e de muitas dificuldades. Por ser economicamente acessível, em lares pouco privilegiados chega a ser o único alimento do dia. Seja no campo, ou na cidade. São muitos fatores que tornam o cuscuz um patrimônio do coração do nordestino”, explicou a psicóloga do HGE.


