Por Leonardo Sakamoto – Os últimos 30 dias foram uma amostra da regressão civilizatória do Estado brasileiro sob a influência de três anos e meio de bolsonarismo no poder. E um sinal do que pode acontecer se a sociedade não interromper essa sangria.
Em Santa Catarina, a Justiça impediu uma menina de 11 anos, grávida após estupro, de fazer o aborto previsto em lei. Tanto a juíza Joana Zimmer quanto a promotora Mirela Albertron forçaram-na a reviver a violência que sofreu em audiência com cara de tortura. No final, ela ficou sob custódia para impedir o aborto. O caso foi divulgado, nesta segunda (20), pelos sites The Intercept Brasil e Catarinas.
Em Registro (SP), a procuradora-geral do município foi espancada até sangrar, com cotoveladas, chutes e socos, pelo procurador municipal Demétrius Macedo, revoltado contra a abertura de um processo disciplinar. Ele não se importou que a cena estava sendo gravada e também foi violento com quem tentava impedi-lo. Assustadoramente, a agressão ocorreu no local de trabalho de ambos na segunda (20).


