O FBI realizou nesta sexta-feira (22) buscas na casa de um ex-assessor do presidente dos EUA, Donald Trump. John Bolton, que foi conselheiro de Segurança Nacional no primeiro mandato de Trump, rompeu com o presidente e passou a criticá-lo após deixar o governo.
A operação desta sexta, que ainda estava em andamento até a última atualização desta reportagem, faz parte de uma investigação sobre o manuseio irregular de documentos confidenciais, segundo disse à agência de notícias Associated Press uma fonte do governo.
Quando deixou o governo, durante o primeiro mandato de Donald Trump, Bolton foi acusado por autoridades da época e apoiadores de Trump de ter divulgado informações confidencias em um livro que escreveu “The Room Where it Happened” (“A Sala Onde Aconteceu”).
O Departamento de Justiça chegou a apurar, mas, em 2021, já no mandato do ex-presidente Joe Biden, desistiu do processo e descartou uma investigação sobre o caso.
O Departamento de Justiça ainda não havia se manifestado sobre a operação até a última atualização desta reportagem, mas o diretor do FBI, Kash Patel — aliado de Trump — afirmou em uma postagem pelas redes sociais: “NINGUÉM está acima da lei… Agentes do FBI em missão”.
A Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, compartilhou a publicação de Patel e acrescentou: “A segurança dos Estados Unidos não é negociável. A justiça será buscada. Sempre.”
Após a operação, Trump chamou Bolton de “desprezível”.
“Eu não sou fã de John Bolton. Ele é meio desprezível”, declarou o presidente nesta sexta ao ser questionado sobre a operação do FBI.
G1*


