Profissionais da enfermagem contratados pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2020 para atuar na linha de frente da pandemia da Covid-19 agora denunciam abandono após o encerramento dos contratos. Na época, a contratação foi feita em caráter emergencial, com previsão inicial de apenas seis meses, para reforçar o atendimento nos hospitais durante a maior crise sanitária das últimas décadas.
Com o passar do tempo, porém, os contratos foram sendo renovados sucessivamente e muitos desses trabalhadores permaneceram em atividade por quase seis anos. Durante esse período, enfrentaram jornadas exaustivas no atendimento a pacientes.
Agora, com a convocação de profissionais aprovados em concurso público, esses contratados estão deixando seus postos. O problema, segundo relatos da categoria, é que o encerramento ocorreu sem pagamento de rescisão, sem depósitos de FGTS e sem a quitação de direitos como férias acumuladas, o que gerou revolta entre os trabalhadores.
A situação levanta críticas à gestão da governadora e pré-candidata ao senado, Fátima Bezerra. Para os profissionais da enfermagem, depois de anos dedicados ao serviço público em um momento crítico da saúde, o mínimo esperado seria respeito e garantia de seus direitos trabalhistas.


