A deputada estadual Divaneide Basílio (PT/RN) apresentou na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte o Projeto de Lei nº 7/2026, que reconhece como Patrimônio Imaterial, Cultural e Artístico do Estado a vida e a obra da artista potiguar Titina Medeiros.
A proposta tem como objetivo valorizar a trajetória de uma das maiores referências das artes cênicas do Rio Grande do Norte, cuja atuação ultrapassa três décadas dedicadas ao teatro, ao audiovisual e à produção cultural. Nascida em Currais Novos e criada em Acari, Titina construiu uma carreira sólida, sempre mantendo vínculos profundos com a cultura e a identidade potiguar.
No teatro, destacou-se pela versatilidade, pelo rigor artístico e pela valorização das narrativas nordestinas, integrando grupos reconhecidos como o Grupo Tambor de Teatro, o Clowns de Shakespeare e a Casa de Zoé, contribuindo diretamente para o fortalecimento da cena cultural local.
No audiovisual, alcançou projeção nacional ao interpretar a personagem Socorro na novela Cheias de Charme, da TV Globo, papel que a tornou conhecida em todo o país. Ao longo dos anos, também participou de produções como Geração Brasil, A Lei do Amor, Onde Nascem os Fortes, Mar do Sertão, Cangaço Novo, No Rancho Fundo e Os Roni, consolidando-se como símbolo de representatividade nordestina na televisão brasileira.
Segundo a deputada Divaneide Basílio, o reconhecimento oficial da vida e obra de Titina Medeiros como patrimônio cultural é um ato de justiça e valorização da cultura potiguar. “Titina viverá sempre em nossos corações, seu legado estará sempre nas artes. Trata-se de uma artista que, mesmo com projeção nacional, nunca se afastou de suas origens e sempre contribuiu para fortalecer a produção cultural do nosso estado”, destacou.
Além de atriz, Titina também atuou como produtora, diretora e articuladora cultural, participando da criação e manutenção de espaços e projetos voltados à formação artística e à difusão cultural no Rio Grande do Norte. Para a parlamentar, sua trajetória representa não apenas sucesso individual, mas um legado coletivo que integra a memória e a identidade do povo potiguar.
O projeto agora segue para tramitação na Assembleia Legislativa.


