E olhe que o cidadão é comunista.
O prefeito de Pedro do Rosário (MA), Toca Serra (PCdoB), enviou ofício para o Sindicato dos Trabalhadores da Administração e do Serviço Público Municipal afirmando que não iria pagar o retroativo de promoções, progressões e quinquênio de professores e agentes educacionais por causa do impacto na arrecadação do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos do Brasil.
O detalhe é que o município, de 24 mil habitantes, não exportou nenhum item em 2025, segundo dados do Monitor do Comércio Exterior Brasileiro.
“Considerando ainda a possibilidade de queda da arrecadação federal e a diminuição nos valores dos repasses aos municípios, a municipalidade por prudência entendeu por adiar o pagamento do retroativo dos servidores até que melhore o cenário internacional, evitando o descumprimento do calendário do pagamento dos salários dos servidores públicos”.
Prefeito Toca Serra
A justificativa revoltou o sindicato, que divulgou nota alegando que “os cofres da prefeitura estão vazios não por causa de sanções internacionais, mas por uma gestão que prioriza outros interesses em detrimento do bem-estar dos trabalhadores e da população”.
Segundo o vice-presidente da entidade, Ismael Meireles da Silva, os retroativos são referentes ainda ao ano de 2023. “São direitos dos servidores municipais adquiridos em nosso plano de cargos e carreiras, aprovado por meio da lei municipal de Pedro do Rosário”, explica.
UOL*


