Embaixadores dizem que discurso de Bolsonaro não convenceu

Ouvidos reservadamente pelo Estadão, diplomatas falaram em “ato de campanha” do presidente e disseram que ele não mudou impressão sobre segurança das urnas.

Embaixadores estrangeiros de países democráticos disseram ter visto o discurso de Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (18) como um ato de campanha eleitoral, que não mudou a impressão geral de confiança na segurança das eleições brasileiras, relata o Estadão.

O jornal paulistano ouviu, sob condição de anonimato, representantes de sete embaixadas de países na Ásia, na Europa e na América Latina convidados para o encontro com o presidente.

Segundo o representante de um país nórdico, as falas de Bolsonaro não mudaram “nada no nosso modo de ver as coisas” e não há por que questionar um sistema “que funcionou bem nos últimos 25 anos”. Para ele, o encontro deve ser visto como parte de uma “campanha eleitoral”.

“Outro embaixador classificou o PowerPoint como “amador” e afirmou que os diplomatas já estavam devidamente informados sobre o inquérito da Polícia Federal relacionado a um ataque hacker nas eleições de 2018, usado como base para a argumentação do presidente”, escreve o Estadão.

Um diplomata europeu afirmou não ter visto “nada de novo” nas declarações do presidente e criticou a sucessão de “ataques aos ministros do TSE” no final do discurso. Para outro embaixador, ao centrar fogo em Edson Fachin, Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes e tentar associar os ministros a Lula, o presidente evidenciou o tom eleitoreiro.

O Antagonista*

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