O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e mais seis parlamentares concentraram R$ 1,5 bilhão em emendas de comissão em 2025, enquanto outros 423 parlamentares dividiram os R$ 6 bilhões restantes.
Segundo a Folha de São Paulo, o deputado Julio Arcoverde (PP-PI) liderou as indicações individuais com R$ 244,3 milhões, valor justificado por sua assessoria como investimentos em infraestrutura e saúde no Piauí.
Hugo Motta indicou R$ 180,5 milhões — quase metade destinada a municípios cujos prefeitos apoiam publicamente a pré-candidatura ao Senado de seu pai, Nabor Wanderley.
Os outros deputados da base aliada receberam, em média, apenas R$ 14 milhões cada para indicar, o que parlamentares ouvidos sob anonimato classificam como uma violação do acordo firmado entre as lideranças.
Partidos como PP, União Brasil, Republicanos e PL usam o nome de suas lideranças para assinar R$ 1,1 bilhão em emendas, driblando a determinação do STF por transparência sobre o real autor das indicações.
A concentração desproporcional de recursos preocupa parlamentares, que alertam: o dinheiro controlado por esse seleto grupo pode ser decisivo para as eleições de 2026.


