Escala 7×0: Proposta perde assinaturas após pressão

A proposta de escala 7×0, que pune os trabalhadores de forma cruel, perdeu força. Três senadores, que tinham se posicionado favoravelmente ao texto apresentado pelo líder da oposição na Casa, Rogério Marinho (PL-RN), e apoiado pelo pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), retiraram suas assinaturas.

Os arrependidos são Romário (PL-RJ), Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Cleitinho (Republicanos-MG), todos integrantes da oposição, que voltaram atrás e passaram a defender o fim da escala 6×1.

proposta de Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, propõe ser possível “escolher” entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um “regime flexível” baseado em horas trabalhadas. Nesse segundo modelo, o patrão pagaria apenas o número de horas trabalhadas pelo empregado.

O senador usa como argumento a mesma afirmação dos parlamentares que defendem o fim da escala 6×1: permitir que o trabalhador consiga conciliar melhor o trabalho e a vida social. No entanto, na PEC que reduz a jornada de trabalho, a remuneração salarial não irá diminuir, diferentemente da proposta do senador do PL.

A PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora passa a ser alvo de pressão para avançar no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse que pretende se reunir na próxima semana com os líderes partidários para definir um cronograma de tramitação da proposta.

O que disseram os arrependidos

Um dos primeiros a anunciar a retirada do apoio à escala 7×0 foi Romário (PL-RJ). O ex-jogador anunciou a decisão em publicação no X e afirmou que “fazer política também é saber ouvir a população”.

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