A morte da gestante Jaine, de 25 anos, após complicações durante uma cesariana no Hospital Santa Catarina, em Natal, levou familiares a denunciarem um suposto erro médico. Segundo os relatos da família ao Via Certa, a paciente recebeu uma medicação diferente da que deveria ser administrada durante o procedimento, o que teria provocado uma piora imediata no quadro de saúde. O bebê sobreviveu.
De acordo com familiares, Jaine chegou ao hospital encaminhada para realizar uma cesariana. Eles afirmam que ela já apresentava pressão alta e havia saído de casa com cinco centímetros de dilatação. Ainda segundo os parentes, apesar da indicação para o parto cirúrgico, a equipe decidiu aguardar a evolução da gestação até a quarta-feira.
Segundo os relatos, a cirurgia, inicialmente prevista para a manhã, só foi realizada por volta das 19h, após outros procedimentos considerados urgentes. Durante o parto, conforme a família, houve a administração de uma medicação equivocada. “Era para ser uma medicação para náuseas e dores, mas foi uma medicação para adrenalina”, afirmou um dos familiares.
Outro parente disse que o próprio médico teria comunicado o erro ao marido da paciente. “Então, na hora do parto foi aplicado nela uma medicação errada, que o próprio médico relatou para o esposo, que é o meu irmão, que tinha sido um erro médico mesmo, uma medicação errada, naquele momento uma medicação que não era para estar ali.”
Segundo os familiares, a administração da medicação provocou convulsões antes mesmo da aplicação da anestesia raquidiana (RAC), utilizada na cesariana.
“Ela veio a convulsionar. E de imediato, como eles não tinham aplicado ainda a RAC, que é a necessária para fazer o parto, eles simplesmente fizeram ali nas carreiras, de qualquer jeito, creio eu. Graças a Deus salvaram o menino, né? Mas imediatamente entubaram ela. E desde quarta-feira passada que ela estava entubada até hoje.”
Os parentes afirmam que Jaine chegou ao hospital em boas condições e aguardava o nascimento do terceiro filho. “Ela chegou bem. Ela estava com a esperança de voltar para casa, né? Porque ela tem dois filhos.”
Outra familiar afirmou que o marido da paciente entrou no centro cirúrgico e teria recebido a confirmação de que houve erro na administração da medicação. “O esposo dela entrou no centro cirúrgico, a equipe médica reuniu, ele reuniu, fez uma oração e ele confirmou que foi a medicação errada.”
Os familiares também relataram dificuldades para a liberação do corpo após a confirmação da morte cerebral.
“É tanto que agora está tendo a dificuldade de liberar o corpo. Por quê? Porque eles sabem o que cometeram. Eles não querem assinar o laudo dela porque ela teve morte cerebral.”
Outra parente afirmou que a paciente teria recebido noradrenalina. “E o médico administrou sem sequer olhar noradrenalina. Ela já tinha pressão alta, elevou os batimentos dela. Ela chegou a ter, como já foi relatado aqui, um ataque epilético.”
Até o momento, o Hospital Santa Catarina não se manifestou sobre as acusações apresentadas pelos familiares.


